Bundoneta

22/01/2010 por dolima

Estratégias de Name

De uma forma ou de outra, título deste texto te chamou a atenção. Você pode ter imaginado uma bunda ou uma maçaneta. Quem saber até uma bundamaçaneta (o que deveria ser muito estranho).

Isto chama-se naming. A estratégia de pensar em nomes que possam chamar a atenção das pessoas e se encaixar na estratégia das marcas.

Você já parou para pensar que há 20 anos Twitter era apenas um piar de passarinho, Orkut era parte do sobrenome de uma família do interior da Turquia e Madonna era apenas o nome da mãe de Cristo.

O nome representa o primeiro traço de uma marca, que será construída ao longo do tempo. Ícones, tom de voz, mood e as ações que a marca toma irão se somar ao nome para construir um singificado na sua cabeça.

Para ter um bom nome, primeiro é preciso entender o qual é o território que ele ocupará na cabeça das pessoas. Este nome reflete a estratégia da empresa? O nome Apple é em si uma resignificação e está totalmente alinhado com a estratégia da empresa de dar novos sentidos as coisas. Até surgir o Ipod, só era possível ouvir músicas em formato MP3 em “Tocadores MP3″

O nome também deve traduzir a personalidade da marca. O jeito que ela fala, que ela se porta e as atitudes que ela toma. IBM, por exemplo. Vamos pensar na IBM, como uma pessoa. Como ela seria? Provavelmente usaria camisa social de manga curta. Talvez uma Bic no bolso e um bonequinho do Darth Vader na mesa. IBM é quadrada tanto quanto seu nome “International Business Machine”.

Por último, o nome deve também buscar a simpatia do público. IBM pode não ser o nome mais criativo para você, mas com certeza para o gerente de TI ou para o diretor financeiro da sua empresa, com certeza é muito fácil para ser digerido. Mas com certeza eles não devem achar muita graça em um nome, como White Stripes ou Killers.

Nome é a primeira característica de uma marca.

Encaixar-se na estratégia, traduzir a personalidade e ter a simpatia, no entanto, podem não ser suficientes.

Um nome devem ser um diferenciador dentro da categoria. Veja por exemplo a categoria de cervejas: Brahma, Skoll, Bohemia, Kaiser, Heineken, Schin, Erdinger. Parece que todos tomaram o mesmo navio da Europa em direção ao Brasil. Quando, de repente, das areias de Copacana, surge uma tal de Devassa. Veja, você pode até não ser um apreciador da cerveja, mas o nome chama atenção.

Um nome pode ser totalmente descritivo, como Burger King. São mais transparentes e, dependendo do investimento, podem até se tornar sinônimo da categoria. Outras vezes, pode ser mais sugestivo e proprietário, como Nike, da mitológica deusa do esporte. Ou ainda ser completamente abstrato, como Google, Twitter e Pixar, com alto poder para diferenciar, mas que requer mais tempo e investimento para a construção de equity para a marca.

CUIDADOS COM O NOME

1. Cuidado com seu gosto pessoal ao selecionar o nome da sua próxima marca. Gostos pessoais são importantes, mas não devem se sobrepor a estratégia do projeto;
2. Considere como essa vai marca vai se encaixar na arquitetura de marcas. Será ela uma marca-mãe ou uma sub-marca, dentro de uma guarda-chuva. Ela abre espaço para derivações dentro do portifólio de produtos?
3. Preocupe-se com as análises linguísticas: o som, os significados, as gírias, os problemas de pronúncia, a grafia, etc;
4. Cuidado com os nomes muito funcionais que podem ser um limitador, caso a promessa da marca evolua;<a

Deixe o inconsciente trabalhar

14/01/2010 por dolima

minha consciência

Nossa mente tem dois lados: o consciente, que atinge até 10% do cérebro, e o inconsciente, que trabalha com 90% do restante.

Por essa pequena equação matemática não dificil sacar qual é a parte do cérebro que mais usamos todos os dias certo? O insconsciente está presente quando fazemos coisas sem se dar conta delas, como dirigir o carro. Esta é a mente da excelência, do fazer bem feito.

Porém, se não tivermos o cuidado de separar estas duas mentes, o consciente certamente irá querer controlar o fluxo natural das coisas.

Quando isso acontecer, evite. Respire, volte para o presente. Saia do passado que te dá angústia e do futuro que aflige. Se precisar, escreva teus pensamentos em um papel. Escreva todos eles e os jogue fora. Imagine uma placa PARE!

Faça o que for preciso, mas deixe o inconsciente trabalhar. Procure manter o equilibrio e, como diria a Nike, Just Do It.

Não deixe brotar o medo de errar. Afinal, é melhor o que erra e se desenvolve do que o que acerta sempre, mas não sobe um degrau. Não queira atingir de imediato a perfeição, pois ela irá te travar.

A FORÇA DA PALAVRA

O inconsciente é como uma massa de modelar. Totalmente controlada pela imagem feita pela consciência. Quando expomos uma idéia, quando a falamos, sem imaginar, estamos orientando nosso próprio inconsciente. Quando dizemos “eu não consigo”, “eu não sei”, adivinha o que você está dizendo para o seu insconsciente? Pois bem!

Temos a sensação de que nossas palavras são colocadas para fora (ok, o processo físico nos faz pensar isso). Mas, no entanto, lembre-se que suas palavras também acabam sendo internalizadas. E palavras viram ações. Ações viram hábitos. Hábitos viram costume e o constume vira teu destino.

Imagine agora aquele vive dizendo eu não consigo, qual será o seu destino?

Troque:

“Ai, isso é díficil” x “É um desafio, mas vou conseguir”

“Eu tenho que, eu preciso que, eu vou tentar” x “Eu quero, eu posso, eu consigo, eu mereço”

Assim, seu inconsciente voltará a ser treinado e poderá trabalhar em paz.

Review 2009

24/12/2009 por dolima

Um breve histórico do que aconteceu com minha vida em 2009:

Dicas para não se perder na web

17/10/2009 por dolima

1. Faça um creative search: pesquise com diversos nomes sobre o tema;

2. Nas comunidades (Orkut e Facebook), procure saber quem são os caras relevantes, os que mais influenciam e vá atrás deles. Pesquise o perfil desse cara. Entenda eles

3. Uma sacada boa e polêmica é criar um fake user para se aproximar. Exemplo: Se vc tem um produto para mulher, crie um fake de mulher. Isso facilita o approach.

4. Blogs podem ter um conteúdo mais apurado. Vá atrás deles.

5. Google search – Pesquisar intitle: hamburger (que aparece só no título) inurl: hamburger (que aparece no htm). Pense em correlações, associações, feiras, veiculos especializados, categorias mais amplas.

6.  www.similarsites.com é um site bacana que mostra quais são os sites correlatos.

7. addictomatic.com – Busca assuntos por tags

8. Imagens:  além do Google, dá pra buscar imagens numa cacetada de lugar. A Microsoft (por incrível que parece) tem o www.bing.com que tem um sistema parecido com o Google, mas ajuda. Tem vários outros, como Flickr, Cool Iris (app do Firefox) entre outros.

9. Vá além do htm no google: filetype: (pdf ppt doc xls) enfim… vários.

Há milhões de dicas… mas acho que essas aqui podem ajudar bastante!

@Propaganda is now following you

16/10/2009 por dolima

Camisas do Flamengo pelo celular

Hoje no evento Efeito Obama, na palestra com Marcelo Castelo da F.Biz,  conheci a primeira ação de Mobile Marketing com localização geográfica. É simples, muito massa, e impressionante a capacidade de conseguirmos atingir um micro-targetting.

A NetShoes, loja de artigos esportivos do Rio, disparou mensagens de texto para todo mundo que estava dentro do estádio com uma promoção de Camisas do Flamengo. É foda por que além de divulgar para o target certo (óbvio que chegaram para os Sãopaulinos em minoria), também consegue pegar os consumidores em momentos bem emocionais.

As possibilidades de ações criativas por meio de localização de celulares são imensas.

Confira o artigo no blog Mobilepedia da F.Biz

Camisas do Flamengo pelo celular

Como o social networking vai mudar o cotidiano

16/10/2009 por dolima

Agora as redes sociais começaram a fazer mais sentido. É a realidade aumentada mesmo.

Bootcamp: Diário de Bordo – #1

12/09/2009 por dolima

flamingo

Como uma forma fixar o aprendizado e compartilhar com outras pessoas a partir de hoje vou postar tudo de bacana que vi nas aulas do Bootcamp da Miami. Pelo twitter, também é possível acompanhar pela hashtag #mas que posto dentro da sala de aula.

Claro que não pretendo contar toda a mágica para quem ainda não é aluno, mas só um gostinho desse curso que é bem mágico.

Vamos lá:

Quando conto que estou aprendendo Planejamento de Propaganda, para muitas pessoas surge a imagem de um cronograma gigante feito em planilha de excel. Wrong!

O nome criado e adaptado ao nosso Guarani em nada tem a ver com a profissão. O planejador é um estrategista de comunicação. Ele quem ajuda a direcionar qual será o tema central de uma campanha de comunicação.

Planejamento de propaganda é basicamente uma ferramenta para ajudar as agências de propaganda a desenvolverem conversas relevantes com pessoas com cada vez menos atenção e interesse no seu produto.

Para buscar conceitos, o papel do planejador é levantar informações diversas sobre a marca, os concorrentes, mercado e o público-alvo, analisá-las, diagnosticar um problema e, por fim, definir uma estratégia que irá inspirar outras pessoas na agência para desenvolver algo de extrema relevância.

Planejamento também trata-se de ajudar a entender o porquê da existência de um produto ou uma marca e contar para as pessoas de uma forma criativa seu propósito.

Para resumir a tese inicial, segundo a Laura Chiavone, o planejador ajuda criativos assumir riscos de forma responsável.

Não entendeu muito bem? Sem problemas. Há muitas outras coisas, mas que vou contando aos poucos. O problema é que são 1h e amanhã a aula começa cedo. Vá acompanhando.

10 estalos sobre as nossas cabeças

09/09/2009 por dolima

cabeca_final

Você pode até não admitir, mas 90% das decisões que você toma estão relacionadas com o subconsciente. Da sua criação ao meio que você vive, são fatores fundamentais na tomada de uma decisão.

O que é dito em pesquisas sobre produtos às vezes acaba se tornando um simulacro da realidade. Afinal, há um filtro enorme entre o cérebro e a boca.

Para entender um pouco mais sobre porquê compramos (e nos divertimos com isso), o consultor de Marketing, Martin Lindstrom, estudou a relação entre a propaganda e nossas cabeças por meio da Neurociência.

As descobertas são muito valiosas para quem trabalha com propaganda, marketing ou quer simplesmente entender a sociedade consumista que vivemos e estão no livro A Lógica do Consumo

Alguns dos insights interessantes que encontrei:

1. O ser-humano não é um animal racional. A emoção é muito mais forte, pois, por meio delas que o cérebro codifica o que tem valor.

2. O medo é muito utilizado na propaganda. Não o medo coletivo (o mundo acabar) mas aquele medo individual (de não dar certo, de não ter ninguém, etc.)

3. Ter coisas do último ano, como um carro zero, é uma forma de ganhar status social. Ter status social ajuda melhorar a vida sexual, que ajuda na preservação da espécie.

4. O product placement (o ato de colocar seu produto em um filme ou seriado) só tem eficácia se for parte fundamental da narrativa. Caso contrário ele vai cair no limbo das marcas. Exemplo: óculo Ray-ban no Men In Black ou a Eva (Apple) do Wall-E.

5. Mensagens subliminares existem aos montes na propaganda como uma forma de driblar a barreira cultural que você já montou contra elas. Fica mais fácil de atingir as áreas do desejo.

6. Rituais são uma forma de se ter a sensação de que é possível controlar o futuro. Em um mundo caótico e estressado, é cada vez maior a adoção de rituais. Tê-los é muito bom para marcas. Ajuda a criar um vínculo emocional com o consumidor.

7. Religião e Branding são perfeitamente. Para todo amante de uma marca ou praticamente de uma religião há uma sensação de pertencimento. Religião e marca tem o poder sobre o inimigo (o capeta e o concorrente). Há sempre um apelo sensorial. Há histórias para contar e mistérios para esconder. Há uma grandiosidade em uma igreja, como há na loja da Apple em NY. Consumidores e praticantes fazem você crer que aquela é a religião ou a marca de sabonete são salvadoras. Símbolos. A cruz é a marca mais bem feita em todo mundo, mas a tipografia da Coca-cola não fica atrás.

8. Nos dois segundos que seu cérebro leva para tomar uma decisão, milhões de pensamentos relacionados invadem sua cabeça. Para facilitar, seu cérebro adota alguns atalhos chamados marcadores somáticos. São conectores de experiências e emoções passadas que ajudam a chegar na melhor opção.

9. Se temos cinco sentidos a postos, por que boa parte das propagandas são feitas apenas para a visão? Quando juntamos outros sentidos em prol de uma marca, criamos o branding sensorial. O ronco de uma Harley Davidson, o cheiro de um carro zero. Sentidos integrados aumentam a percepção e a emoção em relação a um produto. Por consequencia, sua lembrança.

10. Sexo na publicidade busca despertar sonhos, desejos e não o ato em si. Em muitos casos, quando não balanceado, o sexo tira o foco do produto.

Estes são alguns estalos que o livro dá. Mas há muitos outros. Vale a pena conferir.

Trabalhe menos. Terceireize mais.

03/09/2009 por dolima

Tire os frutos de um mundo globalizado. Terceirize seu trabalho.

Três vídeos para entender o mundo

03/09/2009 por dolima

1. O mundo:

2. Mudou

3. Pra valer

Não precisa falar mais nada né?