
De uma forma ou de outra, título deste texto te chamou a atenção. Você pode ter imaginado uma bunda ou uma maçaneta. Quem saber até uma bundamaçaneta (o que deveria ser muito estranho).
Isto chama-se naming. A estratégia de pensar em nomes que possam chamar a atenção das pessoas e se encaixar na estratégia das marcas.
Você já parou para pensar que há 20 anos Twitter era apenas um piar de passarinho, Orkut era parte do sobrenome de uma família do interior da Turquia e Madonna era apenas o nome da mãe de Cristo.
O nome representa o primeiro traço de uma marca, que será construída ao longo do tempo. Ícones, tom de voz, mood e as ações que a marca toma irão se somar ao nome para construir um singificado na sua cabeça.
Para ter um bom nome, primeiro é preciso entender o qual é o território que ele ocupará na cabeça das pessoas. Este nome reflete a estratégia da empresa? O nome Apple é em si uma resignificação e está totalmente alinhado com a estratégia da empresa de dar novos sentidos as coisas. Até surgir o Ipod, só era possível ouvir músicas em formato MP3 em “Tocadores MP3″
O nome também deve traduzir a personalidade da marca. O jeito que ela fala, que ela se porta e as atitudes que ela toma. IBM, por exemplo. Vamos pensar na IBM, como uma pessoa. Como ela seria? Provavelmente usaria camisa social de manga curta. Talvez uma Bic no bolso e um bonequinho do Darth Vader na mesa. IBM é quadrada tanto quanto seu nome “International Business Machine”.
Por último, o nome deve também buscar a simpatia do público. IBM pode não ser o nome mais criativo para você, mas com certeza para o gerente de TI ou para o diretor financeiro da sua empresa, com certeza é muito fácil para ser digerido. Mas com certeza eles não devem achar muita graça em um nome, como White Stripes ou Killers.

Nome é a primeira característica de uma marca.
Encaixar-se na estratégia, traduzir a personalidade e ter a simpatia, no entanto, podem não ser suficientes.
Um nome devem ser um diferenciador dentro da categoria. Veja por exemplo a categoria de cervejas: Brahma, Skoll, Bohemia, Kaiser, Heineken, Schin, Erdinger. Parece que todos tomaram o mesmo navio da Europa em direção ao Brasil. Quando, de repente, das areias de Copacana, surge uma tal de Devassa. Veja, você pode até não ser um apreciador da cerveja, mas o nome chama atenção.
Um nome pode ser totalmente descritivo, como Burger King. São mais transparentes e, dependendo do investimento, podem até se tornar sinônimo da categoria. Outras vezes, pode ser mais sugestivo e proprietário, como Nike, da mitológica deusa do esporte. Ou ainda ser completamente abstrato, como Google, Twitter e Pixar, com alto poder para diferenciar, mas que requer mais tempo e investimento para a construção de equity para a marca.
CUIDADOS COM O NOME
1. Cuidado com seu gosto pessoal ao selecionar o nome da sua próxima marca. Gostos pessoais são importantes, mas não devem se sobrepor a estratégia do projeto;
2. Considere como essa vai marca vai se encaixar na arquitetura de marcas. Será ela uma marca-mãe ou uma sub-marca, dentro de uma guarda-chuva. Ela abre espaço para derivações dentro do portifólio de produtos?
3. Preocupe-se com as análises linguísticas: o som, os significados, as gírias, os problemas de pronúncia, a grafia, etc;
4. Cuidado com os nomes muito funcionais que podem ser um limitador, caso a promessa da marca evolua;<a