Quando descobri que estávamos em 2009, pensei que não deveria ficar tão preocupado, afinal tinham se passado só cinco anos. Não havia tempo para mudar tanta coisa assim. Quando sai na rua, fiquei tranquilo em ver que os carros ainda não voavam e nem havia teletransporte.
Só fui assustar mesmo, quando liguei meu Computador.
Um pouco antes de sofrer o acidente tinha ouvido falar de um site que você só entrava se fosse convidado. Lembro que tinha uma coisa das pessoas serem suas fã e seus amigos classificaram o quanto você era amigável e “quente”.
Navegando agora, descobri que aquele site, o Orkut, foi povoado por Brasileiros. Antes só dava para escrever em inglês. Recebi um monte de mensagens de amigos que eu lembro só no primário.
Fui acessar a minha caixa de e-mail já sem esperanças de ter novas mensagens. Afinal, depois de cinco anos, claro que minha caixa já estava cheia. Engano meu! O que antes tinha espaço para 10 megas , hoje cabe dois, três gigas!
Dentre os e-mails, tinha ume-mail de um amigo me chamando para ver um filme de um cara que recebia uma ligação de um celular e uma mulher pedia socorro. Lembrei na hora daquele Nokia 6000 que tirava fotos. Eu era o único da escola que tinha. Dúvido que os celulares hoje tenham evoluído tanto.
Outro susto que tomei foi saber que agora é possível ver vídeo pela internet. Navegando nesse tal de Youtube vi um video do funk do Twitter. Achei curioso fazer um funk de aparelinho de som e resolvi assistir.
Foi aí que comecei a ficar com medo.
Primeiro, como ter gente dentro de um aparelho tão pequeninho? Retuitar é reaproveitar esse aparelinho, como um pneu remold? E o que é que essas pessoas famosas estão fazendo nesse Twitter? Gente dando televisão em troca de tunar o som do carro? Eu hein! E que história é essa de seguidores? Cristo já veio pra terra?
Estou com medo mesmo. Descobri coisas estranhas, sobre esse tal de Obama, que eu sinceramente nunca tinha ouvido falar. E o principal foi saber que o Michael Jackson morreu. Esse mundo não é mais pra mim.
Acho que vou tomar uma dose-tripla de MelaAgrião para ver se eu durmo mais uns cinco anos. Afinal é mais fácil entender de carro voador do que gente idolatrando um aparelinho de som.


