Muito do que aprendi a ser na vida devo a minha mãe. Mas nunca soube como dizer isto a ela. Portanto resolvir contar de outra forma. Assista:
Muito do que aprendi a ser na vida devo a minha mãe. Mas nunca soube como dizer isto a ela. Portanto resolvir contar de outra forma. Assista:

Michael Jackson, depois dos desencontros da mídia, está realmente morto. A dúvida está desfeita. Mas uma pergunta fica no ar: Haverá alguém para preencher o espaço deixado por ele?
Para mim, sinceramente, a resposta é não.
Michael faz parte daquela seleta lista de Mega Astros que o mundo inteiro conhece (e isso eu digo incluindo eu, você, o moço da padaria e o taxista da Faria Lima). Mas estes mega astros estão caminhando para a extinção.
Hoje já não há mais tanto espaço para aquele artista que arrebata as multidões a ponto de atropelar seus fãs com sua caravana (lembra dessa?). Aliás, Michael e alguns outros ídolos dos anos 80 e 90 parecem estar deslocados no novo século XXI.
Com a possibilidade de você baixar o som que você bem entender, escutar uma banda nova no Myspace ou até mesmo produzir sua própria música no escurinho do seu quarto, as grandes estrelas estão perderam espaço para uma nuvem de interessante de pequenos produtores culturais.
Para se ter uma idéia, Michael Jackson deixa o mundo com o recorde do disco mais vendido de todos os tempos: Thriller com 104 milhões de cópias. Mas de 1983 (data de lançamento do disco) para cá, as pessoas não compraram mais CDs? Compraram e muito, mas a variedade aumentou e muito também. Tanto que a própria concepção de sucesso também mudou.
Figurar na lista dos 100 maiores da Billboard, por exemplo, também já não é mais aquele frisson. Mais importe é talvez receber um post no Myspace elogiando uma canção que você fez ou, sonhando alto, ver seu nome na lista do Itunes.
A morte de Michael Jackson não é um adeus a lenda do pop. Mas também a morte de um sistema de distribuição de cultura massificado que já não cabe mais em um mundo muito mais aberto e plural.
Michael se vai pois o mundo já não era mais dele, mas daqueles é daqueles meninhos que um dia ele viu crescer na sua mansão.
Adeus a lenda do pop, mas viva a liberdade de eleger meus próprios ídolos.