
Irã versus as Redes Sociais
Você é um cara de sorte. Hoje você tem a oportunidade de ver a história acontecer diante dos seus olhos. Ou melhor, diante dos seus dedos.
Antes, vou resumir alguns fatos: Uma eleição acontece no Irã com indícios de manipulação. A oposição esbraveja e convoca todos seus simpatizantes às ruas. A polícia, do lado do governo, desce o sarrafo nos protestantes. O governo controla a mídia para evitar que sua imagem fique pior do que já é internacionalmente.
Até ai, o roteiro poderia servir muito bem para os milhares de protestos em países como Venezuela, Cuba, China entre outros.
A história começa a mudar quando os jovens protestantes armados com seus celulares multifuncionais passa a registrar todo o protesto e o abuso da polícia e a usar esse conteúdo em “bunkers”como Youtube, Flickr, Facebook e Twitter.
O mundo, pela tela do computador, fica indignado e passa a reagir dando sua contribuição ao povo do Irã, que nas ruas clama por Allah.
O Irã então passa acusar os EUA por incentivar os protesto.
Mas como os EUA poderiam incentivar os protestos do Iranianos se nem embaixada ele têm naquele país? Além disso, se fossem intervir no Irã, seria com bombas e os U.S. Marines, não incentivando a queda de um ditador, certo? Talvez Bush pensaria assim. O Obama, presidente 2.0, não.
Obama e sua administração, tem colaborado e muito para a queda de Ahmadinejad.
Obama não precisa de embaixada em Teerã mais para saber dos fatos. E muito menos de exército. Seu exército, aliás, já está nas ruas de Teerã protestando e reporta de lá pelas web. Enquanto isso, Obama do lado de cá do Ocidente, garante que o tráfego vai suportar o volume das informações recebida das Arábias.
Com isso, o mundo fica sabendo de casos como da jovem Neda (o video é bem pesado, por isso pense bem antes de clicar), que um vídeo no Youtube denúncia sua morte ao som dos gritos de seu pai. Com isso o mundo fica cada vez mais indignado e reaje.
Assim, vemos que a história sendo criada nesse mundo novo das redes sociais. Tanto que grande maioria ainda mal sabem lidar com ele. Para evitar a divulgação das informações, por exemplo, o Irã já tentou de tudo, até confiscar o celular de pessoas suspeitas (como pode???).
Portanto, não deixe a história passar. Se engaje nas redes, procure saber mais, afinal, quando seu netinho perguntar sobre história, ao invés de você dizer que não se lembra, peça para ele acessar seu perfil.