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10 estalos sobre as nossas cabeças

09/09/2009

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Você pode até não admitir, mas 90% das decisões que você toma estão relacionadas com o subconsciente. Da sua criação ao meio que você vive, são fatores fundamentais na tomada de uma decisão.

O que é dito em pesquisas sobre produtos às vezes acaba se tornando um simulacro da realidade. Afinal, há um filtro enorme entre o cérebro e a boca.

Para entender um pouco mais sobre porquê compramos (e nos divertimos com isso), o consultor de Marketing, Martin Lindstrom, estudou a relação entre a propaganda e nossas cabeças por meio da Neurociência.

As descobertas são muito valiosas para quem trabalha com propaganda, marketing ou quer simplesmente entender a sociedade consumista que vivemos e estão no livro A Lógica do Consumo

Alguns dos insights interessantes que encontrei:

1. O ser-humano não é um animal racional. A emoção é muito mais forte, pois, por meio delas que o cérebro codifica o que tem valor.

2. O medo é muito utilizado na propaganda. Não o medo coletivo (o mundo acabar) mas aquele medo individual (de não dar certo, de não ter ninguém, etc.)

3. Ter coisas do último ano, como um carro zero, é uma forma de ganhar status social. Ter status social ajuda melhorar a vida sexual, que ajuda na preservação da espécie.

4. O product placement (o ato de colocar seu produto em um filme ou seriado) só tem eficácia se for parte fundamental da narrativa. Caso contrário ele vai cair no limbo das marcas. Exemplo: óculo Ray-ban no Men In Black ou a Eva (Apple) do Wall-E.

5. Mensagens subliminares existem aos montes na propaganda como uma forma de driblar a barreira cultural que você já montou contra elas. Fica mais fácil de atingir as áreas do desejo.

6. Rituais são uma forma de se ter a sensação de que é possível controlar o futuro. Em um mundo caótico e estressado, é cada vez maior a adoção de rituais. Tê-los é muito bom para marcas. Ajuda a criar um vínculo emocional com o consumidor.

7. Religião e Branding são perfeitamente. Para todo amante de uma marca ou praticamente de uma religião há uma sensação de pertencimento. Religião e marca tem o poder sobre o inimigo (o capeta e o concorrente). Há sempre um apelo sensorial. Há histórias para contar e mistérios para esconder. Há uma grandiosidade em uma igreja, como há na loja da Apple em NY. Consumidores e praticantes fazem você crer que aquela é a religião ou a marca de sabonete são salvadoras. Símbolos. A cruz é a marca mais bem feita em todo mundo, mas a tipografia da Coca-cola não fica atrás.

8. Nos dois segundos que seu cérebro leva para tomar uma decisão, milhões de pensamentos relacionados invadem sua cabeça. Para facilitar, seu cérebro adota alguns atalhos chamados marcadores somáticos. São conectores de experiências e emoções passadas que ajudam a chegar na melhor opção.

9. Se temos cinco sentidos a postos, por que boa parte das propagandas são feitas apenas para a visão? Quando juntamos outros sentidos em prol de uma marca, criamos o branding sensorial. O ronco de uma Harley Davidson, o cheiro de um carro zero. Sentidos integrados aumentam a percepção e a emoção em relação a um produto. Por consequencia, sua lembrança.

10. Sexo na publicidade busca despertar sonhos, desejos e não o ato em si. Em muitos casos, quando não balanceado, o sexo tira o foco do produto.

Estes são alguns estalos que o livro dá. Mas há muitos outros. Vale a pena conferir.

Três vídeos para entender o mundo

03/09/2009

1. O mundo:

2. Mudou

3. Pra valer

Não precisa falar mais nada né?

Comunica ‘09 – Impressões

19/08/2009

comunica

Assisti hoje a palestra Comunica’09 promovida pelo Senac São Paulo, com o sócio-diretor da Ithink, Luiz Trindade.

Para quem ainda não conhece o trabalho dos caras, foram eles os responsáveispela criação da tag #extreme, utilizada pelo Marcelo Tas para divulgar um serviço da Telefonica. Só esse case mostra o quanto os caras entendem de Digitalização, Web e Relevância.

A agência possui um conceito bacana de posicionamento: ON=OFF. E nisso eles tem total razão.

Veja só. O mundo realmente não tem mais divisão. Cairam as barreiras da percepção de que há um mundo virtual. Tanto que o não há mais um Second Life. O mundo real e virtual são um só – uma pista livre para idéias decolarem.

A palestra em si trouxe mais sobre o conceito do novo consumidor, que cada vez menos quer ser procurado por um anúncio, mas sim, ir atrás da informação na hora oportuna. Este cara está tão cheio de marcas que só abre espaço na sua cabeça apenas para aquelas que forem relevantes

Uma coisa bem interessante (e óbvia) que o Luiz comentou foi a importância de garantir bons produtos e serviços. Preocupar-se com eles ao invés de gastar grandes somas em publicidade. Esta fala dele vai na linha do Adrian Ho, diretor da Modernista, que conta que seus maiores cases vieram de grandes fracassos: empresas que o contrataram para desenvolver grandes campanhas, porém sem grandes produtos.

Esta é uma tendência para começarmos a pensar. Afinal, se as pessoas hoje são os grandes espaços de mídia, a única forma conquistar um espaço nesse “meio” é oferecer um excelente produto. Algo que transforme a vida das pessoas. Portanto, acho que é mais do a hora de enterrar os briefings que chegam a agência de produtos que não têm nada a acrescentar.

Com as pessoas tornando-se protagonistas no sucesso de uma marca, caímos no valor fundamental da propaganda, que é a percepção de confiança. Luiz mostrou uma pesquisa bacana da Edelman que elaborou um “Barômetro de Confiança”. Esta pesquisa mostra que os públicos mais confiáveis para as pessoas são os acadêmicos,  os doutores e as pessoas com que nos relacionamos.

Luiz enfatizou sobre a importância das pessoas para a divulgação boca a boca das marcas. Mas identifiquei um insight ali. As pessoas tendem a confiar principalmente nestes públicos, pois há uma sensação de pleno domínio do conhecimento. Tanto que o blog, por exemplo, foi um dos últimos pontos citados. Afinal, na maioria dos casos, o blogueiro entende de determinado assunto, mas não com o conhecimento aprofundado de um especialista.

Um outro conceito apresentado que me deu um estalo foi que hoje em dia não podemos mais segmentar as pessoas apenas por idade, posição social ou a quantidade de banheiros em casa. Mas sim, em comportamentos. Pessoas mais velhas compram Harley Davidson, mas o posicionamento da marca não é para a terceira idade. Com o acesso ao crédito, é comum ver pessoas da classe C adquirindo bens de consumo da classe A. Sendo assim, precisamos entender o comportamento das pessoas que consomem determinada marca. Indepentende de sua posição no IBGE.

Por fim, o Luiz apresentou um resumão do que anda acontecendo com a internet hoje em dia, baseada no seguinte tripé:

Conteúdo: falar a verdade para as pessoas; identificar comportamento; ser autêntico; gerar valor e contar histórias
Entretenimento: Ser relevante, desenvolver ações bacanas e conquistar o share of mind

Serviços: Oferecer um bom produto que transforme a vida das pessoas e deixá-las contar sobre ele.
Para conhecer mais sobre as idéias do Luiz, siga ele @trindas.  É isso ai. O Comunica acontece em diversas unidades do Senac até 29 de setembro. Se você gosta de propaganda ou quer ficar por dentro deste novo mundo de Alice no Pais das Maravilhas, participe!

A modinha do neurônio

13/08/2009
Seguir a moda é preservação da espécie

Seguir a moda é a preservação da espécie

Quantas vezes você já não se pegou criticando alguém por estar fazendo da modinha? Seja honesto. Aposto que até mesmo você já entrou em diversas modinhas, mas não se lembra disso na hora de abrir a boca, certo? Iphones, Ipods, Calças Diesel, Nike Shox…

Agora, para alívio da sua consciência, fique sabendo que ir no embalo, ser uma “Maria Vai com as Outras” é algo intrínseco ao ser humano e faz parte do nosso sentido de preservação da espécie.

Em uma experiência com macacos Rhesus, o cientista italiano, Giacomo Rizzolati, descobriu que quando vemos uma ação que nos dá prazer, os neurônios prémotores se ativam como se repetíssemos a ação. Mesmo sem mexer uma parte do corpo.

É por esta razão que levantamos os braços quando vemos um gol no futebol ou nos emocionamos quando ouvimos um pianista tocar um trecho de Bach. É por esta razão que você faz uma careta quando vê alguém tropicando nas Videocassetadas do Faustão. Na verdade, nosso cérebro reage como se estivéssemos fazendo exatamente aquilo.

E da mesma forma que imitamos os movimentos, imitamos comportamentos sociais. Ainda mais quando estamos dopados com uma substância química chamada Dopamina.

Esses chamados neurônios-espelho quando realizam uma ação em seu cérebro liberam a Dopamina, que nos dá uma rápida sensação de prazer.

No bastidor, a coisa funciona da seguinte forma:

Você está andando no shopping e vê uma vendedora da Zara chique, bonita, elegante, segura. Ela está toda arrumada, cheirosa e magra. Seus neurônios-espelho simulam o comportamento dela. Você quer se parecer com ela. Isso te leva a entrar na loja e experimentar o vestido. Por você ter dado vazão a este comportamento, uma carga de dopamina é liberada no seu cérebro e você começa a sorrir na loja. Sua mãe já não é mais tão chata. Seu andar na loja é o de uma modelo e o limite do seu cartão de crédito não parece estar tão estourado assim. Quando você menos percebe está caminhando feliz da vida com três sacolas na mão.

E isso é errado? Bom, vamos deixar essa com o especialista em Marketing, Martin Lindstorm, autor do livro “A Lógica do Consumo”:

“Calculamos nossas compras com base em sua possibilidade de nos trazer ou não status social – e o status social está ligado ao sucesso reprodutivo”.

Pronto. Você não precisa mais gastar com sessões de terapia e usar este dinheiro para ser feliz em muitas lojas de departamento.

Cinco Marcas

22/07/2009
As cinco marcas brasileiras

As cinco marcas brasileiras

No site 5Brands vocÊ escolher quais são suas cinco principais marcas.

Só por curiosidade, selecionei as últimas 50 participações dos brasileiros para saber quais são as marcas que não saem das cabeças brazucas. Confira as 10 primeiras marcas:

1. Google – 9% (22 citações)
2. Apple – 8% (19)
3. Coca-Cola – 4% (9)
4. All-Star – 3% (8 )
5. Nike – 2% (6 )
6. Mc’Donalds – 2% (4 )
7. Adobe – 2% (4 )
8. Adidas – 2% (4 )
9. Mini-Cooper – 1% (3 )
10. Oakley – 1% (3 )

Por essa rápida análise é identifiquei os seguintes pontos:

#As marcas digitais estão na cabeça do brasileiro. O que mostra que a relação do brasileiro com a internet e o computador está cada vez mais pessoal e integrada a seu cotidiano.

#Não tem essa de ser marca do Brasil.  De todas as marcas citadas, a primeira brasileira é a Havainas em 13º, com três menções.

#A Atitude do Brasileiro e o Converse. Converse é marca de atitude, jovialidade, mudança e personalização. O brasileiro se identifica com isso, tanto que é a principal marca de vestuário, passando a gigante Nike.

#É preciso repensar o carro. Não há nenhuma grande marca dos grandes da indústria automobilistica. Mini-Cooper com seu estilo moderno e compacto, alinhado com o novo século, está na cabeça dos brasileiros. E aqui vale um comentário. Atenção indústra: o modelo de marketing e criação de novos produtos precisa se adequar a um novo pensamento. A demanda continua grande. Porém, em muito breve, o consumidor começará a buscar novos atributos nos carros brazucas.

- Os participantes: entre os que responderam a pesquisa, temos: publicitários, analistas de comunicação, engenheiros, administradores, gerentes de venda, jornalistas, web designer, executivos. Basicamente a Classe Média Brasileira)

Para saber mais e escolher suas principais marcas, acesse: http://www.5brand.net

150 toques de história

25/06/2009

Irã versus Facebook, Twitter e Youtube

Irã versus as Redes Sociais

Você é um cara de sorte. Hoje você tem a oportunidade de ver a história acontecer diante dos seus olhos. Ou melhor, diante dos seus dedos.

Antes, vou resumir alguns fatos: Uma eleição acontece no Irã com indícios de manipulação. A oposição esbraveja e convoca todos seus simpatizantes às ruas. A polícia, do lado do governo, desce o sarrafo nos protestantes. O governo controla a mídia para evitar que sua imagem fique pior do que já é internacionalmente.

Até ai, o roteiro poderia servir muito bem para os milhares de protestos em países como Venezuela, Cuba, China entre outros.

A história começa a mudar quando os jovens protestantes armados com seus celulares multifuncionais passa a registrar todo o protesto e o abuso da polícia e a usar esse conteúdo em “bunkers”como Youtube, Flickr, Facebook e Twitter.

O mundo, pela tela do computador, fica indignado e passa a reagir dando sua contribuição ao povo do Irã, que nas ruas clama por Allah.

O Irã então passa acusar os EUA por incentivar os protesto.

Mas como os EUA poderiam incentivar os protestos do Iranianos se nem embaixada ele têm naquele país? Além disso, se fossem intervir no Irã, seria com bombas e os U.S. Marines, não incentivando a queda de um ditador, certo? Talvez Bush pensaria assim. O Obama, presidente 2.0, não.

Obama e sua administração, tem colaborado e muito para a queda de Ahmadinejad.

Obama não precisa de embaixada em Teerã mais para saber dos fatos. E muito menos de exército. Seu exército, aliás, já está nas ruas de Teerã protestando e reporta de lá pelas web. Enquanto isso, Obama do lado de cá do Ocidente, garante que o tráfego vai suportar o volume das informações recebida das Arábias.

Com isso, o mundo fica sabendo de casos como da jovem Neda (o video é bem pesado, por isso pense bem antes de clicar), que um vídeo no Youtube denúncia sua morte ao som dos gritos de seu pai. Com isso o mundo fica cada vez mais indignado e reaje.

Assim, vemos que a história sendo criada nesse mundo novo das redes sociais. Tanto que grande maioria ainda mal sabem lidar com ele. Para evitar a divulgação das informações, por exemplo, o Irã já tentou de tudo, até confiscar o celular de pessoas suspeitas (como pode???).

Portanto, não deixe a história passar. Se engaje nas redes, procure saber mais, afinal, quando seu netinho perguntar sobre história, ao invés de você dizer que não se lembra, peça para ele acessar seu perfil.